
Sinhô Preto Velho
À primeira vista o grupo Sinhô Preto Velho pode parecer apenas voltado à celebração do que se nomeia cultura afro-brasileira, ou ainda mais especificamente à celebração das religiões desta cultura.mas esta é uma visão superficial que não se comprova, pois basta a primeira audição do grupo para que se tenha a percepção exata do que pretendem ser com o seu trabalho: música popular feita no século 21, no Brasil.
Música popular com origens na África, mas produzida hoje no Brasil, passando pelo samba e chegando ao sampler, que faz soar o atabaque que se distorce no berimbau elétrico.
A singularidade do Sinhô Preto Velho não está nos seus versos repletos de divindades, mas no fato de produzir uma música viva, que pulsa ao tratar do brasileiro que tem diante de si correntes e mordaças aplicadas ao longo dos séculos.
Mas longe de se concentrar na mesmice como fúnebre denúncia, a música, valendo-se dos temas de terreiro, denuncia os esquemas de dominação e preconceito – tocando no mais representativo de todos: o preconceito religioso, mas exalta as forças do próprio mestiço brasileiro, pronto para lutar e, dia-a-dia, renascer.
Instantâneo do país, a música do Sinhô Preto Velho não poderia ser feita noutro lugar senão São Paulo, encontro tenso de Áfricas brasileiras com guetos nova-iorquinos, e esta música se equilibra entre cenários apocalípticos e a celebração da própria vida que a cada momento nasce e se transforma.
O grupo prepara seu novo disco baseado em estudo e pesquisa da língua tupi: KA’UMONDÁ - “O-manõ-ba’e-pûera um’amba(ba)-pe o-ub”, cuja tradução é “Ladrão de cauim”, nome de um demônio de um imaginário dos índios tupis, e do subtítulo “Os que morreram jazem no lugar do assalto”.
À primeira vista o grupo Sinhô Preto Velho pode parecer apenas voltado à celebração do que se nomeia cultura afro-brasileira, ou ainda mais especificamente à celebração das religiões desta cultura.mas esta é uma visão superficial que não se comprova, pois basta a primeira audição do grupo para que se tenha a percepção exata do que pretendem ser com o seu trabalho: música popular feita no século 21, no Brasil.
Música popular com origens na África, mas produzida hoje no Brasil, passando pelo samba e chegando ao sampler, que faz soar o atabaque que se distorce no berimbau elétrico.
A singularidade do Sinhô Preto Velho não está nos seus versos repletos de divindades, mas no fato de produzir uma música viva, que pulsa ao tratar do brasileiro que tem diante de si correntes e mordaças aplicadas ao longo dos séculos.
Mas longe de se concentrar na mesmice como fúnebre denúncia, a música, valendo-se dos temas de terreiro, denuncia os esquemas de dominação e preconceito – tocando no mais representativo de todos: o preconceito religioso, mas exalta as forças do próprio mestiço brasileiro, pronto para lutar e, dia-a-dia, renascer.
Instantâneo do país, a música do Sinhô Preto Velho não poderia ser feita noutro lugar senão São Paulo, encontro tenso de Áfricas brasileiras com guetos nova-iorquinos, e esta música se equilibra entre cenários apocalípticos e a celebração da própria vida que a cada momento nasce e se transforma.
O grupo prepara seu novo disco baseado em estudo e pesquisa da língua tupi: KA’UMONDÁ - “O-manõ-ba’e-pûera um’amba(ba)-pe o-ub”, cuja tradução é “Ladrão de cauim”, nome de um demônio de um imaginário dos índios tupis, e do subtítulo “Os que morreram jazem no lugar do assalto”.




